De milhares de títulos a um punhado de boas notícias
Todos os dias lemos muito mais notícias do que aquelas que publicamos. Esta página explica, passo a passo e sem mistério, como uma história ganha aqui o seu lugar — e onde entram as máquinas e as pessoas.
Tudo começa numa lista escolhida à mão de órgãos de confiança, país a país: jornais, rádios, redações locais. Não vasculhamos a internet inteira — ouvimos com atenção fontes que escolhemos uma a uma.
A lista está viva: fontes que deixam de publicar com qualidade saem, e boas sugestões de leitores entram depois de verificadas.
Antes de qualquer juízo editorial, filtros automáticos põem de lado o que não pertence: títulos de clickbait, iscos de paywall, duplicados, comunicados vazios.
Nesta fase não acontece nada de subjetivo — só se remove o que nunca poderia vir a ser uma história que mereça o teu tempo.
Cada história sobrevivente é lida por um classificador automático que a pontua em qualidade, quão genuinamente inspiradora é, impacto real e a confiança dele próprio nesse juízo.
As histórias com pontuação claramente alta são publicadas automaticamente; as claramente baixas ficam de fora; os casos de fronteira vão para uma prateleira humana.
As histórias de que o classificador menos se convence vão para uma fila de curadoria humana. Uma pessoa lê-as, promove as pérolas e corrige os deslizes.
Não prometemos que toda a história de fronteira é lida — mas tudo o que é publicado automaticamente pode ser despublicado por um humano, e os critérios vão sendo afinados.
Publicamos apenas o título e um resumo curto — nunca o texto integral. O link bem visível em cada história leva-te à fonte original, a quem pertencem o crédito e o tráfego.
Se só guardares uma coisa sobre como este site funciona, que seja esta.
Cada decisão humana — uma história promovida, um deslize corrigido, uma fonte sugerida por um leitor — torna-se uma lição de que o sistema aprende.
Com o tempo, os critérios afiam-se e o classificador erra menos. É um ciclo: melhor juízo traz melhores histórias, que trazem melhor juízo.
E o que quer dizer «uplifting», afinal?
Os critérios por trás do terceiro passo merecem página própria — incluindo aquilo a que dizemos que não.